2026 Não vai recompensar quem está fazendo “Certo”
3 de jan. de 2026
Todo mundo quer começar o ano “certo”.
Briefing redondo. Visual limpo. OKRs definidos.
Mas e se o caminho seguro for justamente o que vai te deixar para trás?
Em 2026, quem seguir o playbook, vai perder.
Porque o consumidor já decorou o roteiro. E isso gera cansaço.
E vimos isso em 2025: consumidores cansados do mesmo roteiro.
Estamos vivendo a era das marcas acertadas.
Não erram na paleta. Falam bonito. Se posicionam do jeito “certo”.
Mas tudo soa igual.
E quando tudo soa igual, não importa mais quem está falando.
As 3 armadilhas de quem só quer fazer o certo
Se você entrar em 2026 tentando apenas “acertar”, é provável que caia em um desses buracos:
1. Mesmice de discurso:
Você fala como todo mundo. Mesmo que diga algo importante, ninguém escuta.
2. Medo de errar:
Você evita se comprometer, se posicionar, tensionar. E aí vira invisível.
3. Obsessão por benchmark:
Você vive copiando o que funcionou… pro outro. Mas esquece que, ou ele já está virando passado, ou já tem sua comunidade criada.
Um novo filtro para tomar decisões em 2026
Esqueça “isso está certo?”.
Comece a usar perguntas melhores:
“Isso já foi dito demais?”
“Esse visual é bonito e tem personalidade ou é só seguro?”
“Essa campanha tem coragem de fato?”
“Se fosse uma pessoa, essa marca seria interessante?”
Marcas fortes são feitas por decisões que dão frio na barriga.
Se tá 100% confortável, provavelmente não é memorável.
O mapa pra quem quer sair do playbook
O mercado inteiro vai tentar ser certo em 2026.
Você pode escolher ser inesquecível.
Aqui vai um caminho simples - não fácil:
1. Posicione como se estivesse abrindo uma nova categoria.
Mesmo que não esteja.
Quando você define seu próprio jogo, não precisa competir com ninguém.
2. Crie tensão.
Entre o que o mercado espera… e o que você entrega.
É aí que nasce a percepção.
3. Produza com consistência.
Você só vira marca quando repete.
Mas só cresce quando evolui.
4. Escolha um inimigo.
Nem toda marca precisa de um vilão, mas toda marca precisa deixar claro o que não é.
2026 vai premiar quem parar de parecer certo.
E começar a parecer único.
Marcas não crescem só porque vendem.
Elas crescem porque a percepção veio antes da venda.
Lição de casa: Questões que assustam, mas constroem marca
Se você quer entrar 2026 diferente, sente com seu time (ou sozinho, se for o caso) e responda com honestidade:
O que estamos dizendo que todo mundo já diz?
(Se o concorrente pudesse colar seu slogan na parede dele, algo está errado.)
Qual decisão recente tomamos só para “parecer certo”?
(E se ela fosse 100% pela verdade da marca, o que teria mudado?)
O que nossos clientes lembram primeiro: o que vendemos ou o que defendemos?
Se fôssemos uma pessoa, seríamos alguém que vale a pena seguir?
(Ou seríamos só mais um profissional bonzinho do LinkedIn?)
Que tipo de conteúdo, visual ou frase da nossa marca geraria incômodo… e isso seria bom?
(Toda marca que cresce tensiona algo.)
Não existe algoritmo para construir marca com coragem.
Mas existe disciplina criativa para tomar decisões que não sejam só boas… e sim dignas de lembrança.
Escrito por Ítalo Silveira
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